08 setembro 2016

27 de Agosto

Sua boca colada na minha, acordada, dormindo, pronta pra dormir. Sua respiração. Seus olhos verdes (que eu persigo), seu corpo andando, parado. Seu silêncio. Suas palavras sorridentes. Seu olhar tristonho. Suas músicas, suas danças, você dançando. Você feliz. Sua boca. Sua bunda. Suas costas. Sua beleza que não é só beleza. É beleza que dá vontade de ver transformar com os anos. Sua voz. As modulações da sua voz. Seu tênis vermelho. Você dormindo quentinha. Acordando amassada. Sua beleza até quando não é beleza, mas que é bela. Meus olhos que querem te seguir. De perto. De longe. O sorriso. As lágrimas. As frustrações. Na alegria. No silêncio. No mar verde-mar que é convite. Um convite irrecusável. Um convite para o mar. Um convite para um corpo nu que nada. Um corpo sem nada. Sem amarras, sem roupas, despossuído das mesquinharias banais. Tomado pela banalidade feliz. Suas rugas, cada marca da sua expressão, cada manchinha do seu rosto, que é seu e é perfeito. Porque é seu. Porque é quem você é. E o que você é... É grande. E é perfeito. Porque não haveria outra forma de sê-lo, você está lançado no mundo que simplesmente é. Indiferentemente, é. E eu vi e vejo agora. Neste momento. Aos 33, aos 40. Porque o mundo simplesmente é. Por que agora. Porque o mundo simplesmente é. Para que eu pudesse ver os olhos-verdes-marejados e cada tom da sua pele. Cada vinco. Cada fio. E tudo é perfeito. Em um mundo que simplesmente é.
O mundo esta desabando, amor.
E amar é um ato revolucionário.
MASNAVI