22 junho 2016

A dança

na tua língua passarei dez noites
estendida, espalhando ácidos cítricos
dentre dez devoções dissimuladas.

ao tambor renderei meu ventre pérfido
e dançarei a nua crua anis.
corrompido o teu corpo, seco o resto.

na tua alma, por fim, derramarei
os venenos agudos da paixão
enquanto gozo do prazer infindo.

D.H