28 abril 2016

Em cena

"não acho teu nome bonito aline não acho teu nome forte aline não acho teu nome melancólico aline. virginianas com a lua em capricórnio querem um céu de terra um voo concreto porque estar no ar exige psicotrópicos que você não toma aline. você quis mostrar a imagem perfeita do sombrio iluminado e apontou para outras luzes e afirmou aquilo é sombra (porque não é a luz com a qual está acostumada). acostumada, dentro da não acomodação com o costume, a julgar o pico mais alto e anunciar "nele cheguei"; acostumada, dentro da não acomodação com o costume, a julgar o subterrâneo insondável e anunciar "nele cheguei". acostumada, dentro da não acomodação com o costume, a rumar pela paixão e anunciar "eu sei onde está". mas se ela sou eu e eu sou tu aline havendo próxima vez você pode desta vez afirmar "eu sei onde eu estou". Diana de Hollanda.

Jhana #03

Diálogos 

Eu conheço teu corpo

deslizando calmamente em todo vão das tuas dobras
esquinas sublevações inconstantes de armas e rosas e lírios
de febre, de febre de fluxos que queimam
quero te engolir
faz amor comigo poemas fluxos sanguíneos
faz amor comigo versos líricas escárnios
faz amor comigo tormentas desilusões
faz comigo amor invenção simulacro duplos
faz, amor.

O terreno das impressões é precário

MASNAVI

25 abril 2016

Jhana #02

Estou aqui e aqui. E aí.
Sua lágrima, dedos,
olhos, são minha boca e
dentes.
Seu pulsar terroso é psicotrópico do
meu ar céu pulsar.
Corpos.
Na vertigem salivar
lamber meditar a cada
deus deusa eu sou tu
estamos aqui e aqui e aí e
lá.
Olhe pra mim seu
corpo
Olhe pro corpo meu sim
Sim
Sim
Entoando lentamente
viva cada célula salivar
que escorre em nós
corpo
Forma
Corpo
Eu sei onde quero estar.

MASNAVI

22 abril 2016

Jhana

Tive febre. Não daquelas que esquenta o corpo. 
Febre. Febre mesmo. Febre. 
Jhana, nama rupa pariccheda. 
Desligamento.
Ir e voltar. 
Atenção plena para não te devorar. 
Se te toco. Eu sou tu. 
Não sei o que pode dar. 

MASNAVI