02 junho 2015

Pobre menina rica

É na sombra da noite que o silêncio do mundo 
Toca seu coração
Palmo a palmo, encosta a cabeça no seu peito
E descansa a solidão 

Na sina da noite as corujas entrecortam com seu olhar gritante o silêncio do mundo, a expor verdades e mentiras ditas e não ditas da vida.
Das águas que bebem, das águas correntes, das águas que choram,
Das Rodas-moinhos, das chuvas que deságuam cheias de dó e
Dos oceanos de estrelas vertentes de amor,
Tidas nos transbordantes peitos e prantos dos poetas, profetas, sábios, loucos e outros.


É na sombra da noite que o mundo te cala
E o vazio do teu coração 
Palmo a palmo, escorre a mão materna 
Trans-formada 
Na sede incessante 
de Trans-ceder. 
Trans-corpos-fragilizados
Que são você. 

Tua alma não repousa. 
Não se acha. 
Trans-mutou. 

Multi-tarefaria-obsessões-em-rede
conectividade-ativista-non stop. 
Se parar 

Percebe que já morreu. 

CASTRO