13 abril 2014

Eu - O sexo

A luz que invade o chão da sala
Desenha sua silhueta nua e acinzentada
Enquanto ela imóvel, de quatro, lê o jornal .

Na sombra de sua vulva residem contornos assimétricos
de pequenos riachos  que derramam cremosidades
em gotas que escorrem de suas pernas.

Você,
Paisagem preta e branca
Do quadro estático do meu sexo
Que te engole enquanto pede
Por favor, por favor
Ofegante e suave
Lambendo-me a orelha
Fazendo-me multiplicar

Eu – O sexo.

MASNAVI