11 janeiro 2014

Poemas da Despedida #2

A manhã surgiu na janela,
Limpando o desenho que jaz no teto
Seu corpo entrelaçado ao travesseiro
Desenhava suas formas tão perfeitas

O silêncio cortante abriu as portas
A palavra objetiva pediu adeus
Cá em mim, trouxe toda poesia
E o amor que de tão grande
Sofre por ter nascido em corpo semelhante

Pudesse os céus me dar a forma sem preconceito
Pudesse os céus abrir os portões do sítio em paz
Pudesse os céus dar-te amor em meu sossego
Pudesse o céu guardar-me do vazio que aqui se faz.

A noite se apresentou sempre tão bela
Escureceu-me toda falta que me faz
Sei que em breve serás de outro
E de todo amor, serás capaz.