28 janeiro 2014

#20

Somos como a noite
Tempestiva toada dos ventos
Abraçamo-nos com olhos sedentos
Dançando com língua e dedos
Emaranhado de caos e intento.

Somos como o dia
A suave brisa quentinha
Que assopra as manhãs sem rotina
Que desperta a arte vazia
De dar todo sentido a vida
Pelas mãos que tateia e trepida
O desejo e a parte perdida

Numa tarde,
Talvez numa vida
Renderemos ao amor que caminha
Ao nosso lado,
Como soldado em guerrilha
Mutante – soldado – saudade
Em si,
Significante sem significado.


Castro