14 outubro 2013

O Corpo

Como dois lobos que se conduzem
Por aquele momento no crepúsculo
Tocam a fresta que não é claro, nem escuro.
Caminham pelo mundo que não é a sua ordem.

Farejam os cheiros do Velho, Novo Mundo
E reconhecem o corpo-bicho rastejante

Eternamente cúmplices da condição
não mais humana;
enxergam-se a própria imagem e semelhança

Atento aos sinais,
Inúmeros do caminho
Reconhecem em seus corpos,
Um no outro
A origem e o destino.

CASTRO


(Só existe correr os caminhos que tenham coração, qualquer caminho que tenha coração. Ali viajo, e o único desafio que vale é atravessá-lo em toda a sua extensão. E por ali viajo, olhando, olhando, arquejante).