30 janeiro 2012

In memorian

Submerso,
À deriva
Evocando entre escombros
e pedras náufragas,
no chão.

No fim.
No fundo
No mar

Acima de tudo paira a luz
e o céu
solar.


escafandros afundam soltos
no ar

MASNAVI

26 janeiro 2012

A Escuta

Neste vácuo
o que é presente
está nu em liberdade;

Quando ausência,
habita-se tudo
E a escuta
decifra seus tons;

Análise.
Dança.
Circula lânguida
para ser presente,
Corpo.
 

MASNAVI

Ontem


Olhar nos olhos
do silêncio,
é ouvir a canção
do meu passado;

Sentir no ar,
todo seu cheiro
Encher a pele,
de caos, suado

trasborda-me, liquefaz
os meus delírios
que se desfaz

Inabitável,
Talvez não mais.

O não-lugar
Habita a paz.


MASNAVI