30 maio 2011

Ipanema


De onde vem o vento?
Cata-vento
Pra onde vai o mar?
Alto-mar
Quanto faz o tempo?
Tique-taque
Quem sonha acordado?
Bem-amado

Na estrada rodopia a alma
Acompanha o vento
E abraça o mar
Para se amar
Sem tempo. MASNAVI

16 maio 2011

Relicário


Despe o véu do abrigo
Silencioso
Desperta o medo primitivo
Sem conforto
Descobre as flores que brotam
no encosto
Em rochedos livres, ventanias
tempestades, calmaria
Estações que mudam e amanhecem
nos encontros
Na luz profunda
que submerge dos teus olhos
Afastando a névoa que habita
meu entorno
A estrutura rígida que dá vida
Aos meus quebrantos
Que afasta a poesia
escondida
Nos temores de tentar ser
percebida
Nos penhascos que nasce
e morre a vida 
Nos meus braços, 
a virtude e a agonia
a maldade e a benfeitoria
Tal qual sou
Espelhada na retina. 

MASNAVI

10 maio 2011

O encontro

Antes de tudo quero te falar do sonho que eu tive.
Antes que me pergunte se estou bem,
Se casei, se sofri, se cansei
Se fui feliz também.
Antes de tudo quero te falar do sonho que eu tive
Antes que me pergunte se eu senti saudades.
Se tive vontades.
Se me toquei pensando em você.
Antes de tudo quero te falar do sonho que eu tive.
E que acaba de ser realizado.

(pretensa.wordpress.com - Clau Guay)

04 maio 2011

Brasília


Céu de Brasília,
Pintura de arquitetos
Brisa doce que cala o frio
Tempo bom, de encontrar abrigo

Em cada canto de largas avenidas
Lindas árvores, sempre floridas
Monumentos sensuais, de belas curvas
Moças bonitas, cantando doçuras

Ah, só esses sorrisos para coroar meu lar
Sou meu abrigo, em todo lugar
E bem acolhido, hei de provar
As frutas mais lindas
Do Cerrado ou do mar. 

MASNAVI