14 abril 2011

A quem confiar minha tristeza





Dispara o ritmo cardíaco
Em descompasso à pressão
De um corpo sem compasso, arrítmico
Em uma mão, sem pulsação.

Caem tímidas gotas de água
Temerosas da erupção
São silenciosos rios de mata
Tempestade sem previsão

São delicadas chuvas desfloradas
É a própria revelação
O amor que semea, planta e cava
Desabrocha a flor que morre ao chão

E qualquer loucura, desvairada
Se perde em meio a escuridão
Branca alma, entregue espada
Pode matar meu coração. 

MASNAVI