28 março 2011

Palavras e Silêncio



Poesia, poesia
Derramada no braço, como tinta
Alquimia de sangue em sentimento
Acalento calmo, como luz do dia
Abraço terno, por um momento.  

Assimétrica poesia
Cega os olhos com tantos enfeites
Confetes pardos, de fantasia
O cinza escuro de seus deleites.

Amanhece poesia,
Abrindo as cortinas empoeiradas de silêncio
Saindo do raso da retina
Mergulhando em profundo mar sedento

Abraça o medo, poesia
Acaricia-lhe os cabelos em afagos
Oferece toda cura para toda dor
O amor não é grande segredo
E tudo poderá se revelar
No fundo do mar. 

MASNAVI