03 março 2011

Carta de um marinheiro XII

"Nós, marinheiros, cidadãos brasileiros e republicanos, não podendo mais suportar a escravidão na Marinha brasileira, a falta de proteção que a Pátria nos dá; e até então não nos chegou; rompemos o negro véu que nos cobria aos olhos do patriótico e enganado povo."

Tudo que trazia no bolso era a Carta aos Marinheiros. Era a recordação de sua fé, de sua coragem e principalmente de seu sonho romântico desta vida. Diz que amou apenas uma mulher, mas que não teve tempo. Injustificavel vento que muda de rumos. Vivendo anos na nau, era de fácil entendimento. O vento leva e o capitão guia. 
Sua última memória foi o poodle preto correndo rua abaixo e como fechar os olhos o fazia sentir-se entregue. Ele também corria. (e gostava de sorvete de flocos).