05 janeiro 2010

Observando-te...

O sol refletia claro nas madeixas de luz e tocava lentamente seus olhos fechados, seus lábios rosados, a palidez dos teus traços finos. Descia lentamente teu corpo macio, teus seios rígidos, acalentados pelo peso de teus braços e por tua expressão tão silenciosa. Como queria tua pureza do sono, impregnada em tuas pernas e braços vivos. Então puxo lentamente o lençol de teu corpo, vendo-lhe respirar, queria sentir mais livre teus ares me tocando a pele e o ouvido.
E quando me toca, assim, em transe, meu coração preenche toda a luz que vem da janela e aquele meu corpo de tanta vida. E gosto-te assim, pura, princesa, acalantando-me a alma, dando-me paz.
E o sol encosta em teus olhos de mar, abrindo-os lentamente, esquentando-lhe a pele em movimentos lentos. Teu cheiro vai preenchendo o ar de um perfume suave, da pele, da tua pele branda que me lembra minha infância, me lembra minha outra vida que também tinha você. Então você acorda e é dia e teu desenho perfeito desdenha dos meus olhos infinitos. MASNAVI