13 outubro 2009

Silence of the night

Noite cai
flores voam
folhas se jogam e eu
eu permeio a noite como
vento frio. (Masnavi)

"Que este amor não me cegue nem me siga.
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua do estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro". (Hilda)

E o medo
demônio de vermelhos chifres,
baforando teu hálito podre
anuncia com passos marcados
deixando rastros
de passado.

"Porque ser pertencente
É entregar a alma a uma Cara, a de áspide Escura e clara, negra e transparente,
Ai! Saber-se pertencente é ter mais nada.
É ter tudo também. É como ter o rio, aquele que deságua
Nas infinitas águas de um sem-fim de ninguéns.
Aquela que não te pertence não tem corpo.
Porque corpo é um conceito suposto de matéria
E finito. E aquela é luz. E etérea.
Pertencente é não ter rosto.
É ser amante
De um Outro que nem nome tem. Não é Deus nem Satã.
Não tem ilharga ou osso. Fende sem ofender.
É vida e ferida ao mesmo tempo,
"Esse" Que bem me sabe inteira pertencida.

MASNAVI