19 outubro 2009

A metade de mim, em mim mesmo

Céu

O vento que bate no meu rosto
me cobre de lucidez
Suavemente escorrega por minhas
temporas
Vai,
volta

Minha fé me enche os olhos
Move as montanhas
do meu coração

Inferno

Não há vida neste ventre infértil
e podre
seus frutos,
placebos manipulados
são substâncias da essência
de raiva e desejo
O diabo, escarrando na
boca
alimenta de morte
a violência de
existir
de existir predestinado
ao sofrimento
e a dor

MASNAVI

“Setenta anos ensinaram-me a aceitar a vida com serena humildade (...) Não, eu não sou pessimista, não enquanto tiver meus filhos, minha mulher e minhas flores! Não sou infeliz – ao menos não mais infeliz que os outros”. FREUD