08 outubro 2009

Descortina

A rua era estreita, deserta e cheia de pedras. O céu era cinza e úmido. Sua mão, de luvas, encaixava-se na minha e nos dedos, os anéis, os sentidos e muito frio. Tudo aquilo deslumbrava-nos e enchia-nos de alegrias que nos preenchia como se todos os vãos encontrassem sua alma gêmea no espaço, por força de encontro destinado. Pertencíamos aquela terra como nossas almas pertenciam aos nossos corpos. Então a onda quente penetrava-nos os membros e o coração transbordava em signos multicores. Os pés nos guiavam em sentidos contrários, endoidecidos por novidades e nós nos puxávamos, de um lado para o outro, porque nada faria sentido se não fosse assim, minha mão, na sua. MASNAVI