13 outubro 2009

Construção - Sonhos

Agarrei meus sonhos com tanta força e avidez que os vi frágeis se esfacelando na minha frente, porque até os sonhos precisam do cuidado que lhes permitirá nascer, crescer e morrer – a maioria sem chegar a se realizar – e eu me esqueci disso, sob pena de ver os meus próprios como pó em todo o ambiente, se misturando ao vento e fazendo meus olhos arderem vermelhos.
Comecei a chorar. Era só um cisco.
Ainda maior são minhas mãos grandes e fortes. Tenho-te em dedos frágeis, pequenos sonhos. Tesouros únicos, imaculados em mim. Sou porque os tenho. MASNAVI