21 setembro 2009

Diálogos - Aline e Masnavi

- Relembrei uma frase de Adélia Prado 'De vez em quando Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo'.
Início do meu diálogo:
- Gosto das pedras, pedras mesmo. Elas são bem bonitas, acredite.
- Não desconfio quando a pedra é bonita. Desconfio quando a pedra é pedra.
- É bem verdade que a boa e velha realidade em termos absolutos está em cheque mais do que nunca, mas das possibilidades da pedra, ser pedra é uma delas. E vejo poesia na pedra-pedra tanto quanto na pedra-não-pedra ou na pedra-coisa-alguma.
- Exato. Mas há que se considerar que o reconhecimento da pedra-pedra como UMA possibilidade já retira a pedra do estado de não-poesia. O problema é quando o ser de pedra da pedra se afigura como a ÚNICA.

MASNAVI