21 setembro 2009

Cotidiano

A Sombra confia ao Vento o limite da espera
quando, dentro da noite, reclama o teu amor.
Acorda, vem ver a lua
que dorme na noite escura, que surge tão bela e branca
derramando doçura, clara chama silente
ardendo meu sonhar.
Melodia Sentimental,
Villa-Lobos.

São 4h da manhã admirando um céu estrelado. Óbvio que não era qualquer céu estrelado.
É o céuzinho que aponta quando deitada na cama, afasto a cortina e abro um só olho para espiar as estrelas. É um vício noturno. Às vezes faço dormindo.
E pensando na beleza das estrelas brilhando mortas no céu, uma beleza de metáfora, mesmo que comprovada, fonte bem confiável, coisa mais linda, e as vermelhas, dressed to kill, que importa...
mortinhas, mortinhas.
Não era muito mais legal quando imaginavam que no horizonte havia uma queda d'água sem fim?
E ainda me imagino bactéria na barriga do gigante, admirando bucólica estrelinhas mortinhas.
MASNAVI